É porque a gente muda todos os dias que eu estou aqui de novo.
Escrevendo outra vez quase um ano depois da última postagem, porque o humano cria e se recria em repetições. E fugir de olhar para mim é, de todas as minhas repetições, a mais constante.
A primeira postagem falava de uma menina que se vê engolida pelo turbilhão da vida sem ter aprendido a cuidar de si mesma. Quase depois de um ano ainda é assim que me sinto. Uma menina que, como me disseram outro dia se senta em um balanço e de longe vê as coisas acontecerem, porque ainda não se apossou da mulher que é. Porque ainda acha que capacidade está relacionada com produção. E porque pensou até agora que ser reconhecida (unicamente) pelo trabalho e intelectualidade a faria melhor...
Mas a vontade de preencher as lacunas dessa mulher que se desmonta para se reconstruir vem com força e voracidade, e é por isso que estou aqui de novo...